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segunda-feira, 16 de novembro de 2015

UFSC Explica: Feminismo

Quanto mais fácil se comunicar, mais fácil discutir. Mas também é mais importante discernir informação de preconceito ou falsos conhecimentos. A série “UFSC Explica” oferece o viés acadêmico, com participação de pesquisadores da instituição, sobre assuntos em evidência na sociedade. O primeiro é o feminismo, em destaque pela redação a respeito de violência contra a mulher e pela questão sobre construção de gênero, ambas no último Enem; pelos protestos em várias cidades brasileiras e por constantes notícias. Para falar dele, apresentamos perguntas básicas à professora Cristina Scheibe Wolff, do Departamento de História da UFSC. Ela é doutora em História pela Universidade de São Paulo (USP), com pós-doutorado nas universidades de Rennes (França) e Maryland (Estados Unidos). Atualmente, atua como coordenadora do Programa de Pós-Graduação em História e do Laboratório de Estudos de Gênero e História, é uma das editoras da revista Estudos Feministas, além de integrante do Instituto de Estudos de Gênero da UFSC. Sua pesquisa atual trata das relações de gênero na resistência às ditaduras no Cone Sul, nos anos 1960-1980, e do feminismo. Também apresentamos sugestões de leitura levantadas pela professora e grupos de pesquisa da UFSC que trabalham a questão.
1. O que é feminismo?
Mulher vota na primeira eleição aberta ao voto feminino no Brasil, em maio de 1933, no Rio de Janeiro. Fonte: Agência O Globo.
Mulher vota na primeira eleição aberta ao voto feminino no Brasil, em maio de 1933, no Rio de Janeiro. Fonte: Agência O Globo
Em minha opinião, podemos falar de feminismo de duas formas: feminismos são movimentos de mulheres contra a opressão, preconceitos e violências que sofrem por serem mulheres, ou seja, baseados no gênero. E, ao mesmo tempo, feminismo é um conjunto de ideias que se contrapõe às construções de gênero vigentes na nossa sociedade, que implicam uma superioridade masculina. Nesse sentido, o feminismo propõe a equidade entre mulheres e homens, em termos de direitos, lugares sociais, possibilidades. 2. Podemos considerar o feminismo um movimento homogêneo? Quais as principais diferenças entre as vertentes? Existem muitos tipos e formas de movimentos feministas. Certamente o feminismo no Brasil não pode ser o mesmo que o feminismo no Egito ou na Índia, onde as opressões que as mulheres sofrem são diferenciadas.  Além disso, mesmo no Brasil há diferenças nas reivindicações e nas perspectivas de vários grupos feministas. Por exemplo, vários grupos de mulheres negras chamam atenção para a dupla opressão que essas mulheres sofrem em seu cotidiano. 3. Como e quando surgiu o feminismo? Quais suas raízes históricas anteriores? Embora muitas mulheres tenham se insurgido ao longo da história contra a opressão e os preconceitos, foi no final do século XIX que surgiu um movimento organizado por mulheres, que reivindicava, naquele momento, o direito ao voto e à educação para as mulheres, que foi denominado feminismo. Esse movimento começou na Inglaterra e nos Estados Unidos e logo se espalhou em vários países, inclusive no Brasil e na América Latina. As mulheres reivindicavam através de folhetos, jornais, passeatas e outros tipos de manifestação pública. 4. Por que se fala em “ondas” do feminismo? Muitas vezes se usa o termo “ondas” para diferenciar diversas “fases” do feminismo, entendendo que as ondas vêm e vão e se sobrepõem; e, portanto, não são fases que terminam abruptamente.  O sufragismo, ou luta pelo voto das mulheres, foi considerado como a primeira “onda” do feminismo, e o feminismo que surgiu a partir da segunda metade do século XX, mais preocupado com outras reivindicações como o direito ao próprio corpo, a luta contra a violência de gênero e igualdade no espaço de trabalho é visto como de “segunda onda”. 5. Como o feminismo chegou ao Brasil e como se desenvolveu aqui? Quais as diferenças hoje entre o movimento no país e fora dele? Desde o século XIX pelo menos temos feministas no Brasil. Em 1838, a escritora e professora Nísia Floresta publicou o livro Direitos das mulheres e injustiça dos homens,no qual defendia as ideias expostas por Mary Wollstonecraft  no seu texto A Vindication of the Rights of Woman. Mas foi a partir da República que começa a haver um movimento mais articulado de mulheres, que, já no século XX, tem a liderança de Bertha Lutz e vai conquistar o voto para as mulheres em 1933. Além disso, grupos de mulheres anarquistas e operárias já se reuniam.  É no ano de 1975, porém, Ano Internacional da Mulher, que, em plena ditadura civil-militar, aparecem novos jornais e grupos feministas, inaugurando uma nova onda desse movimento no Brasil. 6. Qual a importância do feminismo para os homens e como eles podem se posicionar?
Manifestação pelos direitos  das mulheres em São Paulo, 2015. Fonte: Mídia Ninja.
Manifestação pelos direitos das mulheres – São Paulo, 2015. Fonte: Mídia Ninja.
O feminismo não é contra os homens, e sim a favor de uma relação mais igualitária e justa entre homens e mulheres. Ele é um movimento e um conjunto de ideias que pretendem uma humanidade melhor, uma sociedade menos hierárquica, em que as pessoas não sejam constrangidas pelo gênero nas suas escolhas e possibilidades e em que as violências não possam ser justificadas pelo gênero. Dessa forma, acredito que os homens podem e devem se posicionar a favor do feminismo. 7. A palavra feminismo ainda assusta? Por quê? Durante muito tempo as feministas foram ridicularizadas, e ainda hoje é comum que se insultem as mulheres que lutam por seus direitos e por uma sociedade mais justa, confundindo essa luta com uma “falta de feminilidade”. Isso acontece justamente porque na nossa sociedade a feminilidade foi muitas vezes construída com características como a meiguice, suavidade, fraqueza, vulnerabilidade. Mas a história nos mostra que as mulheres são fortes, sempre trabalharam, sempre sustentaram sua família e inclusive aguentaram muita violência. Está na hora de construirmos outras feminilidades. 8. Por que o feminismo ainda é necessário hoje? Porque a violência de gênero é muito grande e comum; porque as mulheres têm em média renda 30% menor que a dos homens; porque muitos ainda acham que as crianças, pessoas idosas e trabalhos domésticos são responsabilidades das mulheres; porque as meninas são julgadas por sua aparência física mais do que por sua inteligência; porque há profissões que são consideradas mais masculinas ou mais femininas; porque muitos homens acham que não devem chorar, cuidar dos filhos ou parecer “muito sensíveis”, e que podem bater nas mulheres ou estuprá-las. Por tantas razões ainda! Sugestões de leitura: Revista Estudos Feministas, disponível no site www.ieg.ufsc.br e no www.scielo.br/ref PINTO, Céli Regina Jardim. Uma história do feminismo no Brasil. São Paulo: Editora Fundação Perseu Abramo, 2003. PINSKY, Carla B.e  PEDRO, Joana Maria (Orgs.) . Nova História das Mulheres no Brasil. São Paulo: Contexto, 2012. WOLFF, Cristina Scheibe ; SALDANHA, Rafael Araujo . Gênero, sexo, sexualidades Categorias do debate contemporâneo. Retratos da Escola, v. 9, p. 29-46, 2015. Disponível emhttp://www.esforce.org.br/index.php/semestral/article/view/482   Grupos da UFSC com Pesquisa em Gênero e Feminismo: Grupo de Estudos Pós/Descoloniais e Afro-Latino-Americanos (Gepala). Laboratório de Estudos de Gênero e História (LEGH). Núcleo de Pesquisa Modos de Vida, Família e Relações de Gênero (Margens) . Núcleo de Estudos sobre Agricultura Familiar (NAF). Núcleo de Antropologia Audiovisual e Estudos da Imagem (Navi) e Grupo De Antropologia Urbana e Maritima (GAUM). Núcleo de Identidades de Gênero e Subjetividade (NIGS).  Núcleo de Literatura e Memória (nuLIME).



Fonte: http://noticias.ufsc.br/2015/11/ufsc-explica-feminismo/#more-137494

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

PARTICIPAÇÃO DO PET NO XX ENAPET 2015 EM BELÉM DO PARÁ

O PET Serviço Social esteve presente no XX ENAPET 2015 em Belém do Pará, com a seguinte abordagem: O PET NA ARTICULAÇÃO ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO. A representante do grupo foi a petiana Letícia P. Della.


Cine Greve


Cine Greve


quarta-feira, 27 de maio de 2015

Nova data: CinePET Debate do Serviço Social

Em virtude da paralização do transporte coletivo, o evento já tem nova data! 
CinePET Debate do Serviço Social apresenta o documentário: "À MARGEM DO CONCRETO''.
No dia 19/06/15 (sexta-feira), às 14h no auditório do CSE/UFSC.




segunda-feira, 25 de maio de 2015

CinePET Convida



Um super convite a todos! 
Emoticon smile
CinePET Debate do Serviço Social apresenta este mês o documentário: "À MARGEM DO CONCRETO''.
No dia 29/05/15 (sexta-feira), às 14h na sala 217 do bloco D - CSE/UFSC.
Sinopse: ''À Margem do Concreto é um documentário sobre os Sem-Teto e os movimentos de moradia na cidade de São Paulo. O filme acompanha a atuação de várias lideranças que promovem atos de ocupação na região central de São Paulo e que estão fazendo justiça social com as próprias mãos, conquistando a tão sonhada moradia para uma população miserável que não suporta mais viver em albergues e cortiços. À Margem do Concreto é o segundo documentário de uma tetralogia sobre São Paulo iniciada com À Margem da Imagem, sobre moradores de rua.''
Após o filme terá debate!
Haverá certificado de 4h!

sábado, 27 de setembro de 2014

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

PET CONVIDA




CinePet Debate do Serviço Social apresenta o filme: "PRECIOSA".

No dia 26/09, sexta-feira, às 14h na sala 217 do CSE-UFSC.

Sinopse:
1987, Nova York, bairro do Harlem. Claireece "Preciosa" Jones é uma adolescente de 16 anos que sofre uma série de privações durante sua juventude. Violentada pelo pai e abusada pela mãe, ela cresce irritada e sem qualquer tipo de amor. O fato ter condições sociais precárias e ser obesa também não a ajuda nem um pouco. Além disto, Preciosa tem um filho apelidado de "Mongo", por ser portador de síndrome de Down, que está sob os cuidados da avó. Quando engravida pela segunda vez, Preciosa é suspensa da escola. A sra. Lichtenstein consegue para ela uma escola alternativa, que possa ajudá-la a melhor lidar com sua vida. Lá Preciosa encontra um meio de fugir de sua existência traumática, se refugiando em sua imaginação.

Após o filme terá debate com a professora Luciana Zucco.
Certificado de 4h!

terça-feira, 26 de agosto de 2014

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Agenda Cultural



Abertura do 8º Festival Internacional de Teatro de Animação (Fita) será no dia 16 de agosto, às 20h, no Teatro Ademir Rosa (CIC), com a apresentação de Bestiário – espetáculo visual, cômico, poético e surpreendente da Cia.
Serão 57 apresentações em Florianópolis e em mais dez cidades catarinenses.Com o intuito de fortalecer o festival como referência na pesquisa e desenvolvimento da linguagem do teatro de animação, a coordenação criou o “I Colóquio Internacional Fita”. Estão programadas palestras, mesas de conversa, sessões de comunicação, chamada para publicação de trabalhos e oficinas com término em 23 de agosto.

Pode-se conferir a programação completa e acompanhar as atividades do festival no site www.fitafloripa.com.br


http://noticias.ufsc.br/2014/08/agenda-cultural-8o-festival-internacional-de-teatro-de-animacao-de-16-a-23-de-agosto/





sexta-feira, 27 de junho de 2014

PET SERVIÇO SOCIAL CONVIDA



Olá Pessoal 
O PET de Serviço Social convida a todas e todos, para o MINICURSO: O Serviço Social na Escola Pública com o ministrante Samuel Salésio que é Assistente Social e Mestrando.Faremos inscrições para emissão do certificado e caso no dia a sala fique lotada, as vagas serão disponibilizadas por ordem de chegada.
Lembrando que o certificado só sera disponibilizado para quem participar da atividade completa, meio período não terá certificado.

Quando?
Dia: 05 de julho (SÁBADO)
Horário: 9h as 12h
13h as 17h
Sala 217, BLOCO D/CSE..


Participe! Todos estão super convidados!

quarta-feira, 4 de junho de 2014

quarta-feira, 21 de maio de 2014

PET SERVIÇO SOCIAL CONVIDA




CINEPET apresenta: "Cortina de Fumaça" um filme de Rodrigo Mac Niven.

Um documentário ousado sobre um tema polêmico que interessa a todos e que precisa ser debatido de forma honesta; a política de drogas no Brasil e no mundo, baseada na proibição de determinadas práticas relacionadas a algumas substâncias, precisa ser repensada porque muitas de suas conseqüências diretas, como a violência e a corrupção por exemplo, atingiram níveis inaceitáveis.

“O modelo atual de política de repressão às drogas está firmemente arraigado em preconceitos, temores e visões ideológicas. O tema se transformou em um tabu que inibe o debate público por sua identificação com o crime, bloqueia a informação e confina os consumidores de drogas em círculos fechados, onde se tornam ainda mais vulneráveis à ação do crime organizado”. Relatório da Comissão Latino-Americana sobre Drogas e Democracia (2009).

O documentário traz informação fundamentada para o grande público através de depoimentos nacionais e internacionais. Além do Brasil, o diretor Rodrigo Mac Niven gravou na Inglaterra, Espanha, Holanda, Suíça, Argentina e Estados Unidos; visitou feiras e congressos internacionais, hospitais, prisões e instituições para conversar com médicos, neurocientistas, psiquiatras, policiais, advogados, juízes de direito, pesquisadores e representantes de movimentos civis.

DIA: 30/05 (Sexta-Feira)
HORA: 14h00min
LOCAL: Sala 217 do CSE


Discussão com debatedor Paulo Pinheiro Machado ao final do filme.
Contamos com sua presença!

O PET Serviço Social convida

O PET Serviço Social convida a todos para participarem do grupo de estudos do dia 21 de maio, na quarta feira, referente ao texto “Escritos Sobre a Universidade” de Marilena S.CHAUÍ. O encontro geralmente ocorre às 14h, mas excepcionalmente nesse dia, acontecerá as 15h na sala 217 do CSE. 
O texto esta disponível na pasta no xerox do cce na pasta do Pet Serviço Social e pelo link:http://uspcaf.files.wordpress.com/2011/11/escrito-sobre-a-universidade.pdf


Atenciosamente, grupo PET - SSO.


quarta-feira, 7 de maio de 2014

quarta-feira, 23 de abril de 2014